CASO ALBERT SABIN: MP-BA prorroga investigação sobre mortes de bebês em maternidade de Salvador

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O Ministério Público da Bahia (MP-BA) decidiu prorrogar até maio de 2027 o inquérito civil que apura as causas de mortes fetais e neonatais na Maternidade Albert Sabin, em Salvador. A unidade, localizada no bairro de Cajazeiras, é alvo de uma investigação que busca analisar os registros de óbitos e comparar os dados com padrões internacionais da medicina, com o objetivo de identificar possíveis falhas na gestão e na estrutura do hospital.

A medida ocorre após anos de denúncias envolvendo possíveis casos de negligência médica e violência obstétrica na instituição. O histórico da maternidade inclui fiscalizações do Conselho Regional de Medicina da Bahia (Cremeb), que apontaram situações de superlotação, com pacientes e recém-nascidos sendo atendidos de forma improvisada em corredores.

Entre os casos analisados estão relatos de possíveis falhas durante procedimentos de parto e mortes consideradas evitáveis, incluindo a situação de um bebê que morreu no útero após a mãe relatar dores e procurar atendimento por diversas vezes. A investigação busca reunir provas para avaliar a atuação da unidade e verificar se os protocolos de atendimento estão de acordo com as diretrizes técnicas de saúde.

Até o momento, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), responsável pela gestão da maternidade, não se manifestou oficialmente sobre o andamento do inquérito e as denúncias apuradas pelo MP-BA.



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